Empresas do interior de SP suspendem doações a ONGs após reeleição de Lula

  • 27/10/2026
(Foto: Reprodução)
Empresas do interior de SP suspendem doações a ONGs após reeleição de Lula https://glo.bo/4rit589 Reprodução/Redes Sociais Empresas de Sorocaba (SP) anunciaram nas redes sociais o cancelamento de doações e ações assistenciais a ONGs do município a partir desta semana, em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio dos comércios faz parte de uma movimentação coletiva de outras empresas por todo o país que declararam o fim de ações sociais em uma nota padrão que diz estarem "cansados de ajudar quem não quer ser ajudado e prefere viver dos auxílios do governo". 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O g1 tentou contato com os empresários, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Agora no g1 As lojas sorocabanas atuam uma no comércio de brinquedos e outra no de equipamentos para medição. Nas notas, eles declararam que não realizarão mais doações de cestas básicas e "qualquer outro tipo de ajuda". A loja de brinquedo retirou a publicação das redes sociais horas depois da repercussão negativa do posicionamento da marca. Já o post da segunda empresa foi mantido até a última atualização desta reportagem. Com a aba de comentários desativados, a vendedora de equipamentos de medição se justificou da decisão na legenda: "Nossa prioridade absoluta é concentrar nossos esforços, recursos e energia na manutenção da nossa operação, na sustentabilidade do nosso negócio e nas famílias que dependem dele". Empresas do interior de SP suspendem doações a ONGs após reeleição de Lula https://glo.bo/4rit589 Redes Sociais/Reprodução Para especialista, é preciso diferenciar doações de políticas sociais O g1 Política conversou com a professora de Serviço Social Késia Araújo, sobre a decisão de interromper ações assistenciais em razão das escolhas políticas dos beneficiários remete à própria formação histórica do Brasil, marcada por relações de dependência e poder. “Na verdade, essa é uma versão moderna disso, né, assim, hoje a gente não tem mais essa figura do coronel estritamente como era antigamente, mas isso se revela de uma nova forma”, afirmou ao g1. Segundo a especialista, é preciso distinguir ações assistencialistas e de caridade, realizadas por pessoas, empresas ou organizações, das políticas sociais garantidas pelo Estado. Ela explica que doações são iniciativas pontuais e podem ser necessárias para atender pessoas em situação de vulnerabilidade. Mas, não substituem as políticas públicas, que têm caráter permanente e são destinadas à garantia de direitos. Para Késia, a diferença é fundamental porque o acesso a direitos sociais não pode depender da vontade de quem oferece ajuda. O cidadão deve ser reconhecido como alguém capaz de fazer suas próprias escolhas, sem ficar subordinado a uma pessoa ou organização. “Ele é que é o autor da sua própria história, ele é aquele que faz as suas próprias escolhas, não está sob a mercê de um grupo, enfim, ou de alguém”, afirmou. Na avaliação da professora, condicionar a continuidade das doações às escolhas políticas dos beneficiários significa tentar manter uma relação de dependência. “Condicionar isso é, de fato, você querer perpetuar uma relação de uma relação de subalternidade”, disse. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí Initial plugin text VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/10/27/empresas-do-interior-de-sp-suspendem-doacoes-a-ongs-apos-reeleicao-de-lula.ghtml


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